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Deixa lá o papá!

Ontem foi dia da festa de Natal na escola. Este ano a escola optou por levá-los a assistir uma peça de teatro e não houve festa para os pais. Fui buscá-la mais cedo porque tínhamos uma festa de aniversário de uma amiguinha da outra escola e quando cheguei eles estavam ao rubro! Adrenalina a mil e provavelmente muito açúcar nos corpinhos também! Estavam eufóricos! Alguns levavam um Pai Natal de chocolate nas mãos, outros não. 
A Pipoca não.
Penso que tenha sido prenda da educadora da sala ao lado, a sala da prima, que os tenha comprado para a sua turma. A primeira coisa que ouço quando me aproximo dela é: "mas eu não tenho um Pai Natal grande!"Grande porque em casa ela tem uns pequeninos. Continua: "mamã, mas eu não tenho um Pai Natal grande, compra um para mim mamã, compras?" Quem é que resiste a um pedido destes? "Sim, filha, a mamã compra, mas só depois da festa, agora vamos cantar parabéns à Sophia." 
"Ok"...
Levei minha cunhada e os dois so…
Mensagens recentes

Uma flor para o senhor.

Quando digo que quero que minha filha seja gentil e espalhe amor não estou a falar da boca para fora. Estou a dar uma educação com amor. Não, não estou a criar uma menina mimada, estou a educar minha filha para ser melhor que eu. Ela tem superado minhas expectativas.
Acho que já mencionei aqui que não gosto muito de vê-la arrancar flores. Gosto de flores vivas, gosto de ver jardins floridos, mas ela aprendeu e não foi comigo. À parte disto, ontem estávamos a passear por um jardim com os avós e ela se lembra de colher uma flor, daquelas amarelas que nascem sozinhas em quase todo lugar. Colheu uma para a avó, que lhe dizia para não apanha, mas que ela no seu mundinho não conseguia ouvir. Uma para a mamã. Depois foi a vez do papá e por último o avô. O avô era o último e iríamos embora... pensávamos nós.
Ela fez que ia, parou, olhou para trás e voltou para apanhar mais uma flor. "Já chega, filha, já todos têm uma flor", dizia eu. "Não apanhes mais", dizia a avó. "…

Dançamos todos!

"Vamos fazer uma roda, todos! Dá lá a mão dá..."
Foi a frase que nos fez dançar às rodas dentro de uma loja ontem...
Fomos almoçar com os avós. Passeamos, andamos de carrossel, vimos peixinhos e gaivotas. Quando já íamos embora passamos por uma loja de roupas cuja dona é amiga da avó. Estava lá também o marido, um casal refinado, sempre bem vestido e com uma certa postura, simples, íntimo mas ao mesmo tempo distante. Apesar de terem uma neta já com onze anos, não pareciam muito habituados a alguém como a Pipoca. 
Minha Pipoca sempre foi uma menina tímida, mas ao mesmo tempo simpática. Desde bebé que ia na rua sorrindo para os estranhos e hoje já lhes diz olá. Ali, naquela loja, logo engraçou-se com o senhor. Ela trazia um balão na mão e o senhor começou a brincar com ela, soltou-se logo: "não me apanhas" dizia ela. O senhor meio sem jeito, juntamente com o avô, lá ia brincando com ela enquanto nós conversávamos com a senhora. Estávamos em roda e ela logo viu ali a…

Não gostava do Natal.

Verdade, juro!
Acho que gostava em criança porque recebia presentes. 
Acho que gostava na adolescência porque saía com os amigos.
Deixei de gostar quando passei meu primeiro Natal em Portugal, longe da família, longe dos amigos. Foram muitos natais de solidão, de nostalgia, de saudades.
Mesmo depois de casada, a festejar com a família de Portugal, nunca gostei do natal, a saudade da família apertava, ainda aperta... nunca montei árvore, presépio nem nada nesta quadra, para mim não fazia sentido.
Também vejo no Natal uma época hipócrita. Bonita sim, com um espírito solidário, de paz e amor... mas que infelizmente é só mesmo um mês ou nem tanto. Acaba o Natal acabam as ajudas solidárias, acabam os gestos de carinho, acabam as gentilezas e regressa a correria do dia a dia, o pensamento no próprio umbigo, a individualidade que nos deixa muitas vezes sós, mesmo estando rodeados de pessoas. Ninguém se lembra de oferecer um presente só porque sim, só porque se lembrou de alguém; os presente…

Eu portei bem!

Novo argumento lá de casa: "eu porto bem"!
O que me tenho rido com os argumentos que a Pipoca tem! Dessa vez foi porque queria o telemóvel do pai. Estava ela de sanita quando se lembra de dizer: "mamã, o papá não empresta o telefone", "o papá não diz não" (é como ela disse que alguém disse não), "mas eu até portei bem hoje, eu portei bem!" Lendo assim não parece nada demais... mas se vissem a cara dela e os gestos que fazia com a mão, iam rolar no chão de rir! 
O pai entra na casa de banho e ela continua: "papá, porque não empresta o telefone a mim? Eu portei bem"... oh que coisa mais gostosa de se ver! O raciocínio então, é brutal! 
Estou cada dia mais encantada com a evolução, o desenvolvimento dela. Super independente, já não precisa ou quer ajuda para quase nada, carrega a sua cadeirinha para todo o lado para apanhar as coisas no alto, para lavar as mãos, para fazer coisas que os pais não estão à espera... 
No fim de semana teve v…

A frase que não gostei de ouvir...

Eu não gosto da "Fulana", ela é má. 

Esta frase...
No auge dos seus dois anos e dez meses a minha filha me diz isso. Não sei de onde ela tirou a expressão "ela é má". Eu nunca disse isso a respeito de ninguém, muito menos a ela. Mas ela com certeza já a ouviu, só não sei onde nem dita por quem.
Trata-se de uma frase de grande impacto e que não se deve dizer em frente às crianças, a menos que estejamos a falar de uma pessoa que realmente lhes possa fazer algum mal. Dizer que elas próprias são más menos ainda, porque elas passarão a acreditar que são e isso é uma barreira psicológica para um adulto feliz e que se aceita como é, uma criança classificada como má poderá levar o "peso" de uma culpa por ser mau para o resto da sua vida, sem ter culpa nenhuma.
Este é o meu ponto de vista...
Parte-me o coração, literalmente. Não só saber que minha filha já vê "o mal" nas pessoas, mas principalmente porque essa maldade lhe está a ser incutida, de certa fo…

Fomos de férias!

Desta vez, a três!
Foi meio de ultima hora. O pai já tinha férias marcadas para esta data, mas a mãe nem férias direito tinha (história para outro post). Entretanto, estávamos precisando passar mais tempo juntos, descansar um bocado a cabeça e curtir mais nossa Pipoca e por isso fomos para Punta Cana!
Escolhemos um resort 5* tudo incluído que fosse familiar, com instalações apropriadas para crianças e de preferência tranquilo. Escolhemos o Iberostar Bávaro Suítes e não nos arrependemos nada! Só arrependemos da escolha do voo. Infelizmente voos diretos de Lisboa só saem à segunda feira e para nossas férias tínhamos que sair sexta ou sábado, então tivemos que fazer escala em França, o que aumentou o tempo de viagem em quase 8 horas, contando com tempos de espera no aeroporto. Tirando isso, foi tudo muito bom!
A Pipoca, tal como na "Nossa primeira grande viagem" dormiu praticamente o voo inteiro e não deu trabalho nenhum! Ficou toda contente ao entrar na carrinha do transfer e…

Desculpa filha, mas eu não posso ficar.

Eu quero, como quero!  Mas não posso... desculpa!

Desculpa obrigar-te a estar onde não queres... 

Desculpa por não teres direito de escolha. 
Eu queria, acredita que eu queria que pudesses escolher. Sei que escolherias ficar, sei que escolherias que eu ficasse... mas eu não posso ficar. Tu não podes ficar. 
Dói-me cada pedacinho da alma, acredita que dói, toda vez que me dizes que não queres ir para a escola e eu, sem alternativa, digo-te que tens de ir porque a mãe tem que ir trabalhar. Queria que tivesses o mesmo direito que eu tive de, com quatro anos, escolher ficar... mas não podes. Ainda nem três anos tens e já te vês obrigada a aceitar, só porque eu não posso ficar...
Tu bem tentas, à tua maneira. Dia após dia vejo o que tu fazes para eu ficar, para nós ficarmos...

Ainda ontem, quando escondeste o comando da TV, eu sorri, apesar de estar atrasada, apesar de já estar a ficar irritada. Eu entendi porque o fizeste, tu querias que eu ficasse e querias ficar.
Hoje quando não querias…

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